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quarta-feira, 27 de junho de 2012

SEGURANÇA, CERTEZA E GOZO Da Salvação Eterna, parte 2






CAMINHO DA SALVAÇÃO

A primeira parte da Bíblia Sagrada, o Antigo Testamento, está repleta de figuras ou símbolos de coisas espirituais, como diz o apóstolo Paulo: "Tudo o que dantes foi escrito para nosso ensino foi escrito" (Rm 15.4).
 Vejamos, pois, qual o sentido espiritual de uma dessas figuras contidas no Antigo Testamento, no livro de Êxodo, onde se lêem estas palavras em relação à lei dada por Deus, por intermédio de Moisés, ao seu povo na antiguidade: "Porém tudo o que abrir a madre da jumenta, resgatarás com cordeiro; e se o não resgatares, cortar-lhe-ás a cabeça: mas todo o primogênito do homem entre teus filhos resgatarás" (Êx 13.13).
Com estas palavras na memória, voltemos, em pensamento, a uns três mil anos atrás e vamos supor que nos encontramos perto de dois homens que estão conversando seriamente, um deles sacerdote de Deus e o outro um simples e pobre camponês israelita.
Nossa atenção é atraída pelos gestos e pela maneira de ambos, que demonstra estarem tratando de um assunto importante. Ao observá-los, descobrimos que o assunto diz respeito a um jumentinho que está ao lado deles.

- Vim perguntar - diz o pobre israelita - se não pode ser feita uma exceção a meu favor, só desta vez. Este animal é o primogênito de uma jumenta que tenho e, embora eu saiba o que diz a lei de Deus a seu respeito, espero que haja misericórdia e seja poupada a vida do jumentinho. Sou apenas um pobre em Israel e não posso pensar em perder este animal.

O sacerdote, porém, responde com firmeza:

- A lei de Deus é clara e não admite dúvidas: "TUDO o que abrir a madre da jumenta, resgatarás com cordeiro; e se o não resgatares, cortar-lhe-ás a cabeça". Por que, então, você não traz um cordeiro?

- Ah, senhor, não tenho nenhum cordeiro! - replica o homem.

- Então vá comprar um e traga-o aqui; caso contrário o jumento terá que ser morto.

- Ai de mim! - exclama o pobre homem - neste caso todas as minhas esperanças estão perdidas, pois sou muito pobre e não posso de maneira alguma comprar um cordeiro.

Mas, durante a conversa, aproxima-se uma terceira pessoa que, ouvindo a triste história do homem, volta-se para ele e lhe diz bondosamente:

- Não fique desanimado, pois posso resolver o seu problema. Temos em casa um cordeiro que é muito querido de todos os de minha família, pois não tem nem uma única mancha nem defeito algum, e nunca se extraviou; vou já buscá-lo.

Pouco depois o homem está de volta, trazendo o cordeiro que em seguida é morto e o seu sangue derramado. O sacerdote volta-se então para o pobre israelita e lhe diz:

- Agora você pode levar o seu jumentinho para casa e ficar certo de que não precisará matá-lo. Graças ao seu amigo, o cordeiro morreu no lugar dele e, portanto, o jumentinho fica, com toda a justiça, totalmente livre.

Ora, querido leitor, acaso você não vê nisto um quadro divino da salvação do pecador?
 Em consequência dos seus pecados a justiça de Deus exige a sua morte, isto é, o seu justo castigo. A única alternativa que resta a você é a morte de um substituto aprovado por Deus. Você jamais poderia, de si mesmo, providenciar o necessário para sair da desesperada situação em que se encontra. Deus, porém, na Pessoa de Seu amado Filho, supriu, Ele próprio, um Substituto: "Eis o Cordeiro de Deus", disse João aos seus discípulos ao contemplarem o bendito e imaculado Salvador. "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (Jo 1.29).

E, com efeito, Jesus subiu ao Calvário, "levado como a ovelha para o matadouro" (At 8.32), e ali "padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus" (1 Pd 3.18).
"O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação" (Rm 4.25).
De modo que Deus, ao justificar o ímpio que crê em Jesus; ao absolvê-lo de toda a culpa, em nada sacrifica as justas exigências do Seu trono dirigidas contra o pecado. Ele é absolutamente justo em assim justificar aquele que tem fé em Jesus (Romanos 3.26). Bendito seja Deus, por nos dar um tal Salvador e uma tal Salvação!

Caro leitor, você crê no Filho de Deus? Se você responder "Sim! Como um pecador condenado tenho encontrado nEle Aquele em Quem posso confiar com toda a segurança. Creio verdadeiramente nEle!", neste caso posso lhe assegurar que, perante Deus, o grande valor do sacrifício e morte de Cristo, conforme Deus o aprecia, aproveita tanto à sua alma como se você mesmo tivesse sofrido, em si mesmo, a condenação merecida.

Oh, que admirável salvação é esta! É grande, é digna de Deus! Por ela Deus satisfaz os desejos do Seu bondoso coração, dá glória ao Seu amado Filho, e assegura a salvação do pobre pecador que nEle crê. Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que determinou que o Seu próprio Filho completasse essa grande obra e recebesse por ela todo o louvor; e que nós, pobres criaturas culpadas, não somente alcançássemos toda a bênção por meio da fé nEle, mas também gozássemos eternamente a bem-aventurada companhia dAquele que assim nos abençoou! "Engrandecei ao Senhor comigo, e juntos exaltemos o Seu nome" (Sl 34.3).


Mas, talvez você pergunte ansiosamente: "Como é que ainda não tenho completa certeza da minha salvação, embora já não confie mais em mim mesmo, nem nas minhas obras, mas só, única e inteiramente em Cristo e na Sua obra? Como é que, se um dia os sentimentos do meu coração me dizem que estou salvo, no dia seguinte me vejo assaltado de dúvidas?
Sou como um navio surpreendido pela tempestade, sem poder achar ancoradouro seguro em nenhuma parte". Ah! eis aí o seu engano, e vou explicar o por quê. Porventura você já ouviu falar de algum capitão que procurasse ancorar seu navio lançando a âncora para dentro do próprio navio? Nunca! Ele sempre a lança para fora!

Vejamos, então, o seu caso. Pode ser que você já esteja completamente convencido de que a segurança de sua alma, quanto ao julgamento divino, depende somente da morte de Cristo; porém você imagina, ao mesmo tempo, que são os seus sentimentos que hão de lhe dar a CERTEZA da sua participação nos benefícios dessa morte. Vamos olhar novamente para a Bíblia, pois quero que você veja nela o modo como, pela Sua Palavra, Deus nos dá: O conhecimento da salvação, próxima postagem...

SEGURANÇA, CERTEZA E GOZO Da Salvação Eterna, parte 1








Quando estamos numa estação ferroviária ouvimos, com certa frequência, a seguinte pergunta: "Em que classe você está viajando?" Você, leitor, com toda a certeza está de viagem - de viagem para a Eternidade - e pode ser que neste momento esteja muito próximo da estação final: a Morte.
 Permita-me, então, que lhe pergunte: "Nesta jornada pela vida, em que classe você está viajando?"

Neste caso podemos pensar em três diferentes classes, e vou explicar quais são a fim de que você possa responder à minha pergunta como que diante de Deus; sim, diante dAquele a Quem certamente todos nós temos que prestar contas.

Na PRIMEIRA CLASSE viajam, por assim dizer, os que estão salvos e sabem disso.

Na SEGUNDA CLASSE viajam aqueles que não têm certeza da sua salvação, mas que, no entanto, desejam tê-la.

Na TERCEIRA CLASSE viajam aqueles que não estão salvos e nem tampouco se interessam pelo assunto.

Volto a perguntar: "Em qual destas classes você está viajando?" Oh, como é importante que você possa responder claramente a esta pergunta!

Há pouco tempo atrás, numa viagem que fiz de trem, no momento em que o trem se preparava para partir da estação, vi chegar um homem que se precipitou ofegante para dentro do vagão onde eu me encontrava.
- Isto é que é correr! - exclamou um dos passageiros.
- É verdade - respondeu o homem respirando com dificuldade - mas ganhei quatro horas e por isso valeu a pena.

"Ganhei quatro horas"! Ao ouvir estas palavras não pude deixar de pensar comigo mesmo: "Se para ganhar quatro horas valeu a pena fazer um tão grande esforço, quanto mais para ganhar a Eternidade!" E, contudo, existem milhares de pessoas, que embora sejam bastante prudentes em tudo o que se refere aos seus interesses mundanos, parecem não ter um mínimo de bom senso quando alguém lhes fala de seus interesses eternos!


Apesar do infinito amor de Deus para com os pecadores, manifestado na morte de Jesus Cristo na cruz; apesar do Seu declarado ódio ao pecado; da evidente brevidade da vida humana; dos terrores do julgamento depois da morte; da terrível perspectiva de sofrer insuportáveis remorsos ao achar-se no inferno, separado para sempre de Deus; apesar de tudo isso, muitos correm para o seu triste fim tão descuidados como se não existisse nem Deus, nem morte, nem julgamento, nem céu, nem inferno! Que Deus tenha misericórdia de você, leitor, se você for uma dessas pessoas, e que neste momento Ele abra os seus olhos para que você reconheça o perigo que é continuar despreocupadamente no caminho que conduz à perdição eterna.

Caro leitor, quer você acredite ou não, a sua situação é bem crítica. Não deixe, portanto, de enfrentar o quanto antes a questão da Eternidade e do destino que você terá nela, pois qualquer demora poderá ser fatal.
 Lembre-se de que o costume de deixar para amanhã o que se pode fazer hoje é sempre prejudicial e neste caso poderá ter consequências desastrosas. Quão verdadeiro é o ditado:


"A estrada do MAIS TARDE conduz à cidade do NUNCA"!


Rogo, pois, encarecidamente, querido leitor, que não continue a viajar por um caminho tão enganoso e perigoso, pois está escrito na Bíblia Sagrada: "Eis aqui agora o dia da salvação" (2 Co 6.2).

Talvez você diga: - Não sou indiferente aos interesses da minha alma; longe de mim tal pensamento, mas a minha maior inquietação exprime-se por outra palavra: INCERTEZA. Por esta razão encontro-me entre os passageiros da segunda classe de que falou.

Pois bem, amigo leitor, tanto a indiferença como a incerteza são filhas da mesma mãe: a incredulidade.
A indiferença provém da incredulidade no que diz respeito ao pecado e às suas consequências presentes e eternas.
 A incerteza, com sua consequente inquietação, provém da incredulidade acerca do infalível remédio que Deus oferece a você. Ora, estas páginas são dirigidas especialmente àqueles que, como você, desejam ter a completa e incontestável certeza da salvação.

Até certo ponto posso compreender bem a inquietação de sua alma e estou convencido de que quanto mais sinceramente interessado você estiver neste assunto, maior será a sua avidez para ter a certeza de que está real e verdadeiramente salvo da ira divina dirigida contra o pecado. "Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma?" (Mt 16.26), disse o Senhor Jesus.


Suponhamos que o filho de um pai amoroso encontra-se viajando de navio. Chega, entretanto, a notícia de haver naufragado, numa costa estrangeira, o navio em que ele se encontrava. Quem poderá descrever a angústia que a incerteza produz no ânimo daquele pai enquanto não se certificar, por um testemunho fidedigno, de que o seu filho está salvo? Suponhamos ainda uma outra hipótese.
 Numa noite escura e tempestuosa você está seguindo por um caminho desconhecido. Ao chegar a uma encruzilhada você encontra alguém e lhe pergunta qual é o caminho que conduz ao povoado aonde deseja chegar, e ele, indicando um dos caminhos, responde: "Parece-me que é aquele, mas não tenho certeza; espero não estar enganado". Você ficaria satisfeito com uma resposta tão vaga e indecisa? Decerto que não.
Você precisaria ter certeza, do contrário cada passo que desse naquela direção só aumentaria a sua inquietação. Por isso, não admira que tenha existido homens que, sentindo-se pecadores expostos à ira divina, não conseguiram mais dormir, e nem mesmo comer, enquanto a questão da salvação de suas almas não estivesse resolvida.
 Podemos sentir muito pela perda de nossos bens, ou talvez até mesmo pela perda de nossa saúde, mas o mais penoso de tudo seria a perda de nossa alma.

Pois bem, amigo leitor, há três coisas que, com o auxílio do Espírito Santo, desejo mostrar a você, as quais, na própria linguagem das Sagradas Escrituras são as seguintes:

1. O CAMINHO DA SALVAÇÃO (Atos 16.17).

2. O CONHECIMENTO DA SALVAÇÃO (Lucas 1.77)

3. A ALEGRIA DA SALVAÇÃO (Salmo 51.12).


Estas três coisas, embora intimamente ligadas, baseiam-se, todavia, cada uma delas, em verdades diferentes, de modo que é muito possível uma pessoa saber qual é o caminho da salvação, sem contudo ter o conhecimento de estar pessoalmente salva; ou mesmo conhecer que está salva, sem possuir contudo a alegria que deve acompanhar esse conhecimento. Falaremos, pois, em primeiro lugar do caminho da salvação... próxima postagem

sábado, 23 de junho de 2012

O contraste entre o "um so corpo" e as muitas seitas e divisões






Talvez a mais triste de todas essas evidências de abandono sejam as muitas seitas e divisões (denominações). As Escrituras ensinam claramente que Deus odeia divisões, pois o cisma e a heresia (formação de partidos) são obra da carne (Gl 5:20). Quão grande o contraste entre a vontade do Senhor e essas numerosas seitas e divisões que existem no testemunho cristão! 


Enquanto ainda estava aqui no mundo, o Senhor orou para que pudéssemos ser um. Ele disse,
 "E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim; Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste" (Jo 17:11-21).
Ele estava pronto a morrer "para reunir em um corpo os filhos de Deus que andavam dispersos" (Jo 11:51-52). O Senhor também disse que depois de morrer Ele procuraria reunir Suas ovelhas em "um rebanho"para que houvesse "um Pastor" -- Ele próprio (Jo 10:15-16). Apesar do desejo do Senhor para que o Seu povo expressasse uma unidade coesa, visível e prática neste mundo, estamos todos divididos em diferentes seitas -- cada uma com suas próprias crenças e práticas peculiares à sua própria seita(divisão). Como poderia algo assim ter a aprovação do Senhor?

Diante dos primeiros indícios de divisão na igreja primitiva, o apóstolo Paulo foi dirigido pelo Espírito a escrever
 "Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões... cada um de vós diz: Eu sou de Paulo, e eu de Apolo, e eu de Cefas, e eu de Cristo. Está Cristo dividido?" (1 Co 1:10-13; 12:25). Aqui, na linguagem mais clara possível, Paulo roga em nome de Deus a todos os crentes, pela glória do Nome do Senhor Jesus, que não tenham divisões! Todavia, quando olhamos ao redor no cristianismo professo de nossos dias, vemos que aquilo que as Escrituras denunciavam aconteceu à igreja! Quantos milhares de cristãos estão dizendo "Eu sou de Roma" (Católica Romana), "Eu sou de Lutero" (Luterana), "Eu sou de Wesley" (Metodista), "Eu sou de Menno Simons" (Menonitas) etc.
 Se outrora entristecia ao Espírito escutar cristãos dizendo "Eu sou de Paulo" e "Eu sou de Apolo" etc., será que agora agrada ao Espírito ouvi-los dizer "Eu sou de Lutero", "Eu sou de Wesley" etc.? Se naqueles dias do princípio da igreja isso foi denunciado como carnalidade, poderia a mesma coisa ser hoje chamada de espiritualidade? (1 Co 3:1-5).
 As muitas denominações colocaram de lado a ordem de Deus para a adoração e o ministério, e também para o governo da igreja, e estabeleceram uma ordem própria, completa, com todos os seus credos e regulamentos eclesiásticos. E, ao agirem assim, criaram uma triste divisão na igreja.

O Senhor Jesus ensinou seus discípulos a orarem
 "seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu" (Mt 6:10). A pergunta que fazemos é: Haverá divisões sectárias no céu? Todos os cristãos serão unânimes em concordar que as divisões desaparecerão quando estivermos lá. Todos no céu estarão reunidos em redor do Senhor Jesus Cristo em perfeita unidade, sem qualquer afiliação sectária. Então, como podem os cristãos desejarem se reunir para adoração na terra em divisões sectárias, quando não existe tal coisa no céu?

O apóstolo Paulo disse que a primeira responsabilidade que temos como cristãos andando como é digno da vocação com que fomos chamados é de procurarmos
 "guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz".
Ele segue explicando a razão, ao dizer que "há um só corpo" (Ef 4:1-4). Isto significa que, como cristãos, deveríamos buscar expressar na prática a verdade de que somos "um só corpo". Assim o mundo seria capaz de enxergar uma unidade visível na igreja, mas infelizmente tudo o que o mundo vê é o testemunho cristão partido em pedaços. 


Evidentemente não é possível que a igreja toda se congregue sob um mesmo teto em um único lugar, mas ainda assim ela deveria expressar uma unidade na forma como funciona, em suas relações práticas entre as várias assembleias espalhadas pela terra.

Costumamos ouvir cristãos se referirem às diferentes denominações como "o grupo deles" e "o nosso grupo", como se existissem muitos corpos! Eles falam de sua comunhão eclesiástica particular como um "corpo" em si mesmo, distinto de outros grupos eclesiásticos que também se enxergam como corpos independentes. Pelo que costumamos ver e ouvir entre os cristãos, a verdade do um só corpo foi perdida de vista.

Uma ilustração usada por Charles Stanley (1821-1890) descreve bem a confusão existente no testemunho cristão. Suponha que sua Majestade, a Rainha da Inglaterra, enviasse um oficial a uma de suas colônias, e durante algum tempo o exército ali se colocasse totalmente sob o comando deste oficial. Aquele exército seria adequadamente chamado de "Exército de Sua Majestade". Mas se aquele exército colocasse de lado o comandante que lhes fora designado, e elegesse outro segundo a sua própria escolha, ou se aquele exército se dividisse em porções separadas e cada divisão adotasse seu próprio comandante, mesmo que cada soldado continuasse sendo um soldado britânico, poderia tal exército dividido ser apropriadamente chamado de "Exército de Sua Majestade"? Depois de ter deixado de lado a autoridade do comandante designado por Sua Majestade, acaso não seria cada uma daquelas divisões um motim? Não seria uma deslealdade à Rainha juntar-se às fileiras de qualquer uma daquelas divisões amotinadas?
 

Oras, se aplicarmos o mesmo à igreja, poderemos facilmente enxergar que a mesma coisa aconteceu na formação das igrejas denominacionais e não denominacionais.
Durante um tempo, a igreja primitiva esteve sob a autoridade do Espírito Santo, que foi enviado do céu para governar a igreja, do mesmo modo como o exército britânico de nosso exemplo reconheceu, por algum tempo, a autoridade do oficial enviado por Sua Majestade.
Quando a igreja afastou-se da Palavra de Deus isso deu origem às divisões, e então foram implementadas organizações humanas para manter essas divisões funcionando. Sem dúvida alguma essas iniciativas humanas foram introduzidas com a melhor das intenções, mas sem a autoridade dada pela Palavra de Deus. À medida que as seitas dentro da profissão cristã se multiplicaram, mais autoridades humanas (com seus credos e regulamentos) foram estabelecidas dentro das várias denominações visando sua administração.
 A coisa toda cresceu e hoje existe um vasto sistema com muitas comunhões separadas de cristãos, e muito pouco de sua autoridade está fundamentada na Palavra de Deus.

Acaso não era previsível que os incrédulos deste mundo viessem a olhar para a igreja e a balançar a cabeça em sinal de desaprovação? Se perguntarmos a eles por que não creem no evangelho, costumam usar como desculpa para rejeitarem a Cristo o estado dividido e confuso da cristandade, com as suas muitas vozes conflitantes. Que triste testemunho damos neste mundo. Não há dúvida de que devemos baixar a cabeça e confessar ao Senhor que pecamos, como fizeram Daniel, Esdras e Neemias, ao reconhecerem que também eram responsáveis pelo fracasso do testemunho de Israel (Dn 9:1-19; Ed 9:1-15; Ne 9:4-38).





Traduzido de "God's Order" - Bruce Anstey - 4th Edition,  com alterações.

sábado, 16 de junho de 2012

O Único Lugar Seguro






Enquanto o capítulo 7 do evangelho de João termina dizendo que cada um foi para sua própria casa, o capítulo 8 começa assim:

 "Porém Jesus foi para o monte das Oliveiras". É ali que ele passa a noite em oração. 

As raposas têm covis e os pássaros têm ninhos, mas Jesus não tem outro lugar para recostar a cabeça além do ombro do Pai. ( aqueles que pregam a teologia da prosperidade deveriam refletir este versículo)



Leitura: Jo 8:1 a 11

Cedo de manhã ele já está no Templo de Jerusalém, ensinando o povo. Os escribas e fariseus querem fazer Jesus cair em contradição, por isso trazem a ele uma mulher"apanhada no próprio ato, adulterando". Eles lembram que a Lei de Moisés ordena que o adúltero seja morto por apedrejamento e querem saber a opinião de Jesus.

Se ele disser que a mulher não deve se apedrejada, eles o acusarão de ir contra a Lei de Moisés. Se apoiar o apedrejamento, estará negando que é o Salvador, além de desprezar a lei do invasor romano, o único que podia condenar alguém à morte. 

Enquanto eles falam, Jesus escreve com o dedo na terra. Esta é a única obra de próprio punho escrita por Jesus da qual temos conhecimento. Ela foi apagada pelo vento há 2 mil anos. O que ele escreveu? Ninguém sabe.

Deus escreveu com o dedo em tábuas de pedra, quando deu a Lei aos israelitas, e a Lei não tinha o objetivo de salvar, mas de condenar. 

Em Jeremias 17, Deus afirma:

 "os que se apartam de mim serão escritos sobre a terra, porque abandonam o Senhor, a fonte das águas vivas".

Estaria Jesus escrevendo os nomes dos que acusam a mulher?

A Lei de Moisés ordenava que ambos, homem e mulher, fossem apedrejados. Ao afirmarem que a mulher fora pega em flagrante adultério, eles se tornam culpados de transgredir a Lei por acusarem apenas a mulher. Estaria o adúltero entre eles?

Eles insistem e Jesus confirma que a Lei deve ser aplicada e a mulher apedrejada. Mas, aquele que estiver sem pecado que atire a primeira pedra.

 Com suas consciências culpadas eles se afastam, começando pelos mais velhos, com maior bagagem de pecados e maior reputação a zelar. Eles chegaram juntos, mas agora se afastam um a um, cada um por si.

Apenas a mulher permanece diante de Jesus, o único sem pecado que pode apedrejá-la. 

Mas Ele não faz isso, pois não veio para condenar, mas para salvar. Um dia ele voltará para julgar, mas enquanto isso a palavra que ele tem para o pecador é a mesma que disse à mulher: "Nem eu também te condeno; vai-te e não peques mais".

Hoje o único lugar seguro para o pecador se refugiar é na presença de Jesus. Quando você se coloca diante dele na condição de réu culpado e merecedor do juízo de Deus, é perdão que você recebe, não condenação.

Então por que continuar fugindo dele como fizeram os fariseus?






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