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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Os verbos e seus tempos







Você certamente se lembra das aulas de português, quando aprendeu a conjugar os verbos.


 Vamos ver se você sabe identificar os tempos dos verbos do versículo 24 do capítulo 5 do evangelho de João:


"Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, 


tem a vida eterna e não será 


condenado, mas já passou da morte para a vida".


Há seis verbos nesta passagem, mas nem todos prestam atenção nos tempos.


 Os verbos "ouvir" e "crer" estão no presente. Isto significa que ouvir a Palavra de Deus e crer são coisas que você pode e deve fazer imediatamente. Ouvir hoje para crer amanhã, nem pensar. A hora é agora. Mas crer em quê?

Jesus diz que é crer naquele que o "enviou", um verbo que está no passado, pois fala da vinda de Cristo há dois mil anos. Inclui crer em Deus, em Jesus, que Deus enviou, e obviamente nos dois principais momentos de sua vinda: sua morte e ressurreição.


 Muito bem, agora você não pode alegar não ter ouvido. Mas será que pode afirmar que crê em Deus e em Jesus na cruz substituindo você no juízo de Deus e derramando seu sangue para limpar todos os pecados que você cometeu e irá cometer?

Como assim irá cometer? Até mesmo os pecados futuros? Bem, se você levar em consideração que o sangue de Jesus foi derramado há dois mil anos, é claro que naquele momento todos os seus pecados ainda eram futuros, pois você nem existia. Então, quando ele morreu para limpar os seus pecados, foi para limpar todos eles. Caso contrário, quem iria limpar os pecados cometidos após sua conversão?

Se você ouviu a Palavra de Deus e creu, o que pode esperar? Repare no tempo do verbo seguinte: "tem a vida eterna". Está no presente. Se você realmente crê, neste exato momento você é um feliz proprietário da vida eterna. Acaso uma vida eterna tem data de vencimento? Não, portanto a vida eterna que você recebe no momento em que crê é sua para sempre.

Vamos ao verbo seguinte: "não será condenado". Ouviu isso? Não será condenado. Quando? No futuro, como o tempo do verbo, quando Jesus julgar todos os seres humanos. E quer saber mais? A tradução literal é "não participará do julgamento".


 E como poderia, se você acaba de ser perdoado de todos os seus pecados? Nenhum juiz perderia tempo julgando alguém que já teve sua dívida paga e seu crime perdoado. Deus seria injusto se condenasse alguém que teve todos os seus pecados pagos por Jesus.

A confirmação disso está no tempo do último verbo: "passou da morte para a vida". A morte ficou para trás, 
o juízo deixou de existir para aquele que realmente crê, e a única perspectiva futura é viver com Cristo no céu. 




por Mário Persona, com adaptações.

Você faz diferença entre Israel e a Igreja?






Sim, e as Escrituras proféticas jamais poderão ser entendidas corretamente a menos que se tenha em mente a diferença entre Israel, que é o reino do Messias, e a Igreja, que é o corpo de Cristo.

Israel é o assunto geralmente tratado no Antigo Testamento, o qual revela historicamente (o passado) e profeticamente (o futuro) o governo de Deus na terra, onde Israel ocupa o centro. 

Por outro lado, a Igreja, que começou sua história no dia de Pentecostes e é composta de crentes tirados dentre judeus e gentios, moldados em um só corpo e unidos a Cristo como Homem em glória, é mencionada somente no Novo Testamento.


A Igreja em momento algum é o assunto da profecia, mas sim da revelação. (No antigo testamento a Igreja não é mencionada, pois ficou oculto em Deus e foi revelada somente pelo Apóstolo Paulo.)


Além disso, Israel está destinado a ser cabeça das nações e a ocupar os lugares mais elevados na terra, junto à divina presença e glória.
 A Igreja, por sua vez, será sempre celestial em seu caráter, bênção e posição.
 Os conselhos temporais de Deus dizem respeito a Israel, enquanto os Seus conselhos eternos são concernentes à Igreja.
 Israel foi estabelecido geograficamente no centro do mundo, em relação à humanidade (Ez 5:5; Dt 32:8-9), e foi abençoado e para ser de bênção para a terra (Sl 102:13-16; Is 27:6; Zc 2:11).
 Mas a Igreja está assentada nos lugares celestiais em Cristo Jesus (Ef 2:6), sendo o objeto da admiração eterna das potestades espirituais nas alturas (Ef 3:10). Leia cuidadosamente as epístolas de Paulo aos Coríntios, Efésios e Colossenses, nas quais são reveladas a verdadeira natureza, constituição, caráter e destino da Igreja.

Ezequiel 5:5 Assim diz o Senhor DEUS: Esta é Jerusalém; coloquei-a no meio das nações e das terras que estão ao redor dela.

Deuteronômio 32:8-9 Quando o Altíssimo distribuía as heranças às nações, quando dividia os filhos de Adão uns dos outros, estabeleceu os termos dos povos, conforme o número dos filhos de Israel. Porque a porção do SENHOR é o seu povo; Jacó é a parte da sua herança.

Salmo 102:13-16 Tu te levantarás e terás piedade de Sião; pois o tempo de te compadeceres dela, o tempo determinado, já chegou. Porque os teus servos têm prazer nas suas pedras, e se compadecem do seu pó. Então os gentios temerão o nome do SENHOR, e todos os reis da terra a tua glória. Quando o SENHOR edificar a Sião, aparecerá na sua glória.

Isaías 27:6 Dias virão em que Jacó lançará raízes, e florescerá e brotará Israel, e encherão de fruto a face do mundo.

Zacarias 2:11 E naquele dia muitas nações se ajuntarão ao SENHOR, e serão o meu povo, e habitarei no meio de ti e saberás que o SENHOR dos Exércitos me enviou a ti.

Efésios 2:6 E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus;
Efésios 3:10 Para que agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus.


Extraídas do livro "Future Events and Coming Glories" - por Walter Scott, com adaptações.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Justificados pela fé






Leitura: João 8:37-50


Os judeus que conversam com Jesus tentam se justificar de várias maneiras. Além de apelarem para a linhagem de Abraão, eles também se comparam a outras pessoas e se consideram melhores do que a mulher adúltera, os nascidos de prostituição e os samaritanos.

Eles parecem até insinuar serem melhores do que Jesus. Afinal, não são "samaritanos endemoninhados", como acusam Jesus de ser, e nem são nascidos de uma gravidez inexplicada. Até hoje os judeus chamam Jesus de "ben Panthera", ou "filho de Pantera", um soldado romano.

Gostamos de nos justificar pela comparação com outros piores do que nós. O problema é que a única justificativa plausível para alguém ser aceito por Deus é ser tão puro, santo e justo quanto o único Homem perfeito que já passou por aqui: Jesus. Assim como acontece com o perdão, que deve partir daquele que foi ofendido, a justificação também não pode partir de nós, mas de Deus.

Quando você crê em Cristo, você não é apenas perdoado, mas é justificado, isto é, considerado justo aos olhos de Deus, que passa a enxergá-lo através do que Cristo representa para Ele.


 A justificação não muda o fato de você ser um pecador e nem diminui a gravidade do seu pecado.


 Ela altera a opinião que Deus tem de você, que passa de ímpio para justificado aos olhos Dele.


No perdão, Deus diz ao pecador: "Pode ir, você não me deve mais nada".


Na justificação, ele diz: "Pode vir morar comigo, você é idôneo".

Mas como alguém pode mudar sua opinião em relação a um transgressor? Imagine um estudante na sala de aula que, sem motivo aparente, nocauteia com um soco o colega ao lado.


 Antes de encaminhar o agressor para a diretoria para ser expulso da escola, o professor encontra uma arma no bolso do rapaz desmaiado e fica sabendo que ele planejava matá-lo.Imediatamente o agressor passa de vilão a herói aos olhos do professor. Não ocorreu nenhuma mudança na violência da agressão. O que mudou foi o conceito que o professor passou a ter daquele aluno.

O capítulo 3 de Romanos diz que "nenhuma carne será justificada diante de Deus pelas obras da lei... porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue... para que ele [Deus] seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus".

Você só pode ser justificado por Deus através destas 3 coisas: a graça, o sangue e a fé. Aí eu pergunto: será que você está tentando ser justificado com base nos seus esforços ou se comparando com os que considera piores que você?


Imagine Deus fazendo um risco no chão, ai, Ele coloca depois do risco seu filho Jesus e diz em seguida "aqueles que se consideram justos e dignos como meu filho, fiquem do mesmo lado do risco e aqueles que se considerem pecadores, fiquem do outro lado do risco", pergunto meu querido leitor:


De qual lado do risco você ficaria?  

É, eu também ficaria do lado dos pecadores, juntamente com os bandidos, estupradores, assassinos etc..., viu como não podemos nos sentir mais justos do que pessoas piores que nós? estamos do mesmo lado, ou seja de pecadores.


Por isso dependemos de um Salvador: O SENHOR JESUS CRISTO, O único.








por Mário Persona, com adaptações.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Velho X Novo






Leitura: Lucas 5:36-39

Jesus diz a eles uma parábola:

"Ninguém tira um pedaço de uma roupa nova para a coser em roupa velha, pois romperá a nova e o remendo não condiz com a velha. E ninguém deita vinho novo em odres velhos; de outra sorte o vinho novo romperá os odres, e entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão; Mas o vinho novo deve deitar-se em odres novos, e ambos juntamente se conservarão" (Lc 5:36-39). 

Esta parábola explica a impossibilidade de se misturar Lei e graça. O contexto aqui é a comparação que os fariseus fazem entre os discípulos de João Batista, que pertencem à velha ordem de coisas, e os discípulos de Jesus, que o recebem com a alegria de uma noiva na companhia de seu noivo.

É impossível fazer os princípios da graça se encaixarem no velho sistema da Lei.

 Não se tira um pedaço do novo para costurar no velho; a graça e a Lei nunca poderão andar juntas.

De igual modo ninguém colocaria vinho novo, ainda em fermentação, em um velho saco de couro que guardou vinho velho e já não tem a elasticidade necessária para o novo. O vinho novo precisa ser colocado em um odre novo para que ambos se conservem.

O que é novo tem uma energia que é destrutiva quando em contato com a velha ordem de coisas. Sempre que alguém tenta juntar Lei e graça acaba ficando sem nenhuma delas: a Lei deixa de ser Lei e a graça deixa de ser graça.

 O cristianismo é algo completamente novo que vem de uma revelação direta de Deus. Não é um conjunto de regras, ordenanças, cerimonias, objetos sagrados, clero, templo, altares e tantas coisas que faziam parte da antiga dispensação dada a Israel, hoje estamos na dispensação da graça

Mas será que o homem quer a "roupa nova"? Será que ele aprecia o "vinho novo"? Não, e a prova disso é que a maioria das religiões cristãs não passa de adaptações do judaísmo, com maior ou menor grau de elementos judaicos costurados em sua adoração, ofícios e instalações.

 Jesus complementa seu discurso dizendo: "E ninguém tendo bebido o velho quer logo o novo, porque diz: Melhor é o velho" (Lc 5:39). 

Sem dúvida, a velha ordem de coisas do legalismo judaico é mais adequada ao homem no seu estado natural. Mas a graça é sobrenatural. É apenas pela fé que alguém consegue enxergar que a graça é tão adequada a Deus quanto ao novo homem.

 Mas o homem, em sua carne, irá perguntar: "O que posso fazer? O que não posso fazer?". 

Por ainda não ter em si a nova vida, ele irá se apegar ao velho sistema da Lei, do tipo "Faça isso!", "Não faça aquilo!", que é mais condizente com sua velha natureza. Por isso ele dirá: "Melhor é o velho".



por Mário Persona, com adaptações.