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segunda-feira, 4 de março de 2013

Sombras das coisas futuras









As Escrituras nos ensinam que as coisas que encontramos no Antigo Testamento "são sombras das coisas futuras" (Cl 2:16-17), que algumas delas "servem de exemplo e sombra das coisas celestiais" (Hb 8:5), "foram-nos feitas em figura" (1 Co 10:6), e podem ser vistas como "figura do verdadeiro" (Hb 9:24).

Mas não devemos nos esquecer de que tudo isso é "a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas" (Hb 10:1), portanto embora seja de muito consolo, ensino e exortação nos ocuparmos com os tipos, figuras, sombras e princípios do Antigo Testamento, jamais devemos buscar ali (no Antigo testamento) doutrinas para a Igreja, pois ela nunca aparece em realidade no Antigo Testamento.

 A Igreja, e tudo o que lhe diz respeito, foi um segredo ou mistério revelado apenas muito mais tarde a Paulo , Ef3:1-10 , portanto até mesmo os profetas que escreveram o Antigo Testamento não faziam ideia de que ela viria a existir. A doutrina para a igreja você encontra nas epístolas dos apóstolos.

Muita má doutrina existe hoje na cristandade por não se entender esta distinção e por se buscar no Antigo Testamento elementos para aplicar à Igreja.

 Alguns extrapolam completamente a ordem de Deus transformando sombras e figuras em doutrinas, terminando em erros graves.

 Portanto devemos tratar as sombras como elas são e, por assim dizer, como um aditivo ao entendimento da Bíblia como um todo.

 Se você vê a sombra de uma pessoa querida chegando, fica alegre, mas isso não se compara à chegada da própria pessoa. Não é com a sombra que você quer se ocupar, mas com a realidade das coisas.


parte de uma resposta do site: www.respondi.com.br, com alterações

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Tomar sobre si a Cruz





Depois da revelação de que Jesus é o Messias esperado por Israel, os discípulos são exortados a não divulgarem essa informação, pois ainda não era a hora de ele ser manifestado como o Messias vitorioso. Antes de vir como o Rei de reis e Senhor de senhores Jesus precisa passar pela morte de cruz, e é da cruz que ele fala no versículo 23, porém agora se referindo aos seus seguidores:

"Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me" (Lc 9:23). 

As pessoas costumam dizer que têm uma cruz para carregar, referindo-se a uma doença, sofrimento ou problema. A expressão tem sua origem nesta passagem, mas a rigor não é o que Jesus está querendo dizer aqui. Ele não está falando de cruz no sentido de algum problema que nos aflige e ao qual devemos nos conformar. Ele está falando de morte.

Tomar a cruz é considerar-se morto, por dentro e por fora. Na época, quem visse alguém carregando uma cruz minutos antes da execução podia dizer sem medo de errar: "Esse aí já está morto". 

É assim que o cristão deveria se apresentar: como alguém que diariamente expõe sua condição de morto para este mundo, e é este o significado de tomar diariamente a sua cruz. Há, porém, outro aspecto além dessa expressão exterior de morte.


A mesma passagem diz "negue-se a si mesmo", e isto nos fala da negação interior, do reconhecimento de que o meu "eu" está morto e já não dou ouvidos para ele. O assunto é tratado com mais detalhes em cinco passagens que falam da cruz na carta aos Gálatas.

Em Gálatas 3:1 é dito que "Jesus Cristo foi exposto como crucificado", e é este o ponto de partida da nova vida do cristão. Na cruz Jesus levou sobre si os meus pecados e foi julgado por Deus em meu lugar para que eu não venha a passar pelo juízo e ser condenado no final. Se você não tem a certeza de que na cruz Jesus levou os seus pecados é porque ainda não creu nele como seu Salvador.


Você continua achando que não é tão pecador quanto fulano ou sicrano, e acredita que no dia do juízo Deus irá ponderar o bem e o mal que você praticou para decidir seu destino eterno. Você ainda não entendeu para quê Cristo morreu.

A morte de Jesus nos remete aos sacrifícios do Antigo Testamento, quando uma vítima inocente, como uma ovelha, era morta em lugar do pecador. O inocente substituía o culpado no juízo de morte.

 Por que você acha que a Bíblia chama Jesus de "Cordeiro de Deus"? Ele é a vítima definitiva. Enquanto os sacrifícios do Antigo Testamento só relembravam o pecado, o sacrifício de Cristo efetivamente anulou os pecados daqueles que creem nele. 



por Mário Persona,com alterações.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Um barco em perigo




Leitura: Lucas 8:22-25

O rompimento de Jesus com seus laços familiares é seguido de uma tempestade. Aqueles que foram os primeiros ou únicos a se converterem em uma família de incrédulos sabem muito bem o que isto significa. A tempestade realmente vem, e aqui ela precede um embate direto com uma legião de demônios na terra dos gadarenos. É para lá que Jesus quer ir, e convida os discípulos a entrarem com ele no barco e partirem naquela direção.

"Enquanto navegavam, ele adormeceu. Abateu-se sobre o lago um forte vendaval, de modo que o barco estava sendo inundado, e eles corriam grande perigo" (Lc 8:22-23).

 Se você se surpreende por enfrentar tempestades em sua vida depois de convertido, não se espante: o fato de Jesus estar no barco não significa que você terá uma vida calma e tranquila. Lembre-se de que, assim como os discípulos, você navega agora em um ambiente hostil, que é o mundo.

"Os discípulos foram acordá-lo, clamando: 'Mestre, Mestre, vamos morrer! '". Enfrentar dificuldades com Cristo no barco é normal; temer a morte e o juízo eterno não é normal se você já creu em Jesus.

Quem já foi salvo jamais se perderá eternamente; a salvação é irrevogável. Embora muitos líderes religiosos ensinem o contrário, principalmente pelo receio de perderem seus seguidores, a salvação eterna daquele que verdadeiramente crê em Jesus é um fato consumado.

Se você duvida do que estou dizendo, então acredite no que Jesus diz:

 "As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna, e elas jamais perecerão; ninguém as poderá arrancar da minha mão. Meu Pai, que as deu para mim, é maior do que todos; ninguém as pode arrancar da mão de meu Pai".  Jo 10:27-29

 Quer mais? 

"Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não será condenado, mas já passou da morte para a vida"     (Jo 5:24).

Duvidar disso é fazer o que os discípulos fazem aqui ao acharem que vão morrer no mesmo barco em que está o autor da vida.

 Jesus acorda, repreende o vento e a violência das águas e tudo fica calmo e tranquilo. Então ele pergunta aos discípulos: "Onde está a sua fé?". Atemorizados, os discípulos perguntam: "Quem é este que até os ventos e às águas dá ordens, e eles lhe obedecem?".

 Eles andavam com Jesus, mas não o conheciam. E você, conhece a Jesus? Já creu nele como seu Salvador? Confia que seus pecados foram todos pagos por ele lá na cruz e agora pode desfrutar de paz com Deus?

Ou ainda está tentando negociar com Deus uma salvação baseada em suas obras e perseverança? 

Se for assim, você não confia em Cristo, você confia em si próprio. 



por Mário Persona, com adaptações.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

O Fim dos Vínculos Naturais



Leitura: Lucas 8:19-21

A mãe e os irmãos de Jesus vão ao encontro dele, mas não conseguem entrar na casa por causa da multidão. O que será que Maria e seus outros filhos querem com Jesus? No evangelho de Marcos temos mais detalhes deste episódio: "Quando seus familiares ouviram falar disso, saíram para apoderar-se dele, pois diziam: 'Ele está fora de si'... Então chegaram a mãe e os irmãos de Jesus. Ficando do lado de fora, mandaram alguém chamá-lo" (Mc 3:21, 31).

O recado de Jesus aos que o chamam revela uma guinada em seu ministério: "Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a praticam" (Lc 8:21). 

Aqui ele rompe os vínculos naturais da carne e passa a considerar como família os que ouvem e obedecem a Palavra. Trata-se de uma família que não é formada pelos que nasceram da carne, mas de Deus. "O que nasce da carne é carne, mas o que nasce do Espírito é espírito" (Jo 3:6). 

Nossos vínculos naturais podem comprometer a obediência à verdade. Um médico não deve operar um parente próximo, como cônjuge, pais ou filhos, pois suas emoções naturais podem interferir e causar um dano maior.

 Nosso discernimento espiritual é prejudicado quando julgamos as coisas pelos vínculos naturais. A família de Jesus ainda o trata segundo a carne. Seus irmãos ainda não creem nele e acham que ele esteja sofrendo de alguma insanidade. No evangelho de João lemos que "nem mesmo seus irmãos criam nele" (Jo 7:5). 

Em sua segunda carta aos cristãos em Corinto Paulo escreve que "de agora em diante a ninguém mais conhecemos do ponto de vista humano" -- ou segundo a carne. "Ainda que antes tenhamos conhecido a Cristo dessa forma, agora já não o conhecemos assim" (2 Co 5:16).

Apesar da importância que Deus dá aos laços de família, não devemos nos esquecer de que a queda do homem também envolveu um vínculo familiar: o amor natural que Adão tinha por Eva, sua esposa.

A história você conhece: A serpente argumentou com Eva que Deus não era bom ao proibi-la de comer daquela árvore. Então Eva "tomou do seu fruto, comeu-o e o deu a seu marido, que comeu também" (Gn 3:6). O apóstolo Paulo explica que "Adão não foi enganado, mas sim a mulher" (1 Tm 2:14). Adão amava tanto sua esposa que quis ser tão culpado quanto ela. Por amor ele comprometeu a verdade.

O apóstolo João endereça sua terceira epístola "ao amado Gaio, a quem amo na verdade"                            (2 Jo 1:1; 3 Jo 1:1).     Verdade e amor se complementam.

É "seguindo a verdade em amor" que crescemos "naquele que é a cabeça, Cristo" (Ef 4:15).

É pela "obediência à verdade, visando ao amor fraternal e sincero" que purificamos nossa vida (1 Pd 1:22). Jesus andou aqui "cheio de graça e de verdade" (Jo 1:14).

 A verdade sem amor oprime, porém o amor sem verdade engana.



por Mário Persona, com adaptações.